{"id":264,"date":"2015-12-03T11:31:11","date_gmt":"2015-12-03T11:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/saude.ufpr.br\/observatorio\/?page_id=264"},"modified":"2015-12-03T11:31:33","modified_gmt":"2015-12-03T11:31:33","slug":"apresentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/saude.ufpr.br\/observatorio\/apresentacao\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 o maior consumidor de agrot\u00f3xicos do mundo desde o ano de 2008. Em 2010, o mercado brasileiro correspondia a quase 1\/5 (um quinto) do mercado mundial, em volume de vendas.\u00a0 O pa\u00eds possui uma \u00e1rea cultivada de 50 milh\u00f5es de hectares, o que representa somente 4% de toda \u00e1rea cultivada dos 20 maiores pa\u00edses agr\u00edcolas. No entanto, consome 20% de todos os agrot\u00f3xicos do mundo, sem considerar aqueles comercializados ilegalmente.<\/p>\n<p>Utiliza mais de um bilh\u00e3o de litros por safra, ou 20 litros por hectare plantado. Isso corresponde a um consumo de 5,2 litros per capita.<\/p>\n<p>As culturas que mais utilizam venenos s\u00e3o as da soja, cana, milho e algod\u00e3o.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 \u00e9 o terceiro estado maior consumidor de agrot\u00f3xicos do pa\u00eds. As atividades agr\u00edcolas e pecu\u00e1rias ocupam 78% das terras do estado, que se destaca na produ\u00e7\u00e3o de milho, feij\u00e3o, soja e trigo. Cerca de 64% das \u00e1reas cultivadas no estado s\u00e3o de estabelecimentos maiores de 100 hectares e o uso de agrot\u00f3xicos se d\u00e1 em 80% das propriedades.<\/p>\n<p>O modelo de agricultura qu\u00edmica, aqui adotado, coloca para toda a sociedade, o \u00f4nus expresso pelas contamina\u00e7\u00f5es ambientais, intoxica\u00e7\u00f5es humanas agudas e cr\u00f4nicas e altera\u00e7\u00f5es delet\u00e9rias dificilmente revers\u00edveis nos ecossistemas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos agrot\u00f3xicos de uso agr\u00edcola, h\u00e1 uso disseminado de herbicidas nas \u00e1reas urbanas com a finalidade de capina qu\u00edmica, de inseticidas para combate aos vetores, de agrot\u00f3xicos como preservantes de madeira e para desinsetiza\u00e7\u00e3o em ambientes dom\u00e9sticos, atividades que contribuem para a contamina\u00e7\u00e3o de praticamente toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diversos agravos \u00e0 sa\u00fade humana est\u00e3o relacionados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos: c\u00e2ncer, doen\u00e7as neurol\u00f3gicas, hep\u00e1ticas, renais, respirat\u00f3rias, imunol\u00f3gicas, end\u00f3crinas, altera\u00e7\u00f5es mutag\u00eanicas, teratog\u00eanicas e genot\u00f3xicas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos males diretos ao ser humano, os agrot\u00f3xicos causam danos para diversas outras esp\u00e9cies, atentando diretamente contra sua preserva\u00e7\u00e3o e indiretamente contra a sa\u00fade e vida humana, pela priva\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios que podem ser obtidos pela simples exist\u00eancia, ou mesmo pela utiliza\u00e7\u00e3o de outros seres vivos, para a alimenta\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de medicamentos, a poliniza\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>Apesar do grande risco envolvido no uso dos agrot\u00f3xicos, n\u00e3o h\u00e1 um controle e monitoramento sistem\u00e1ticos de seu uso e efeitos sobre a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o paranaense. O Observat\u00f3rio pretende contribuir neste sentido, principalmente para o fortalecimento de uma vigil\u00e2ncia popular que se aproprie do conhecimento e seja participante ativo nas pol\u00edticas agr\u00e1rias, de meio ambiente, de sa\u00fade e da soberania alimentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 o maior consumidor de agrot\u00f3xicos do mundo desde o ano de 2008. 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