Extensão-Prof. Luís Felipe Ferro

Título do Programa: Centro de Convivência e Saúde Mental: inclusão e cidadania

Pesquisador Principal: Prof. Luís Felipe Ferro

Colaboradora: Prof. Milton Carlos Mariotti, Profa. Lauren Machado Pinto, Profa. Mônica de Macedo Ignácio, Profa. Miriam Aparecida Nimtz, Prof. Adriano Furtado Holanda, Kelly Regina Dias da Silva Scipioni

Resumo: Embora o Centro de Convivência tenha raízes históricas já na década de 1980 e previsão legal pela portaria do Ministério da Saúde de n. 396/05, sendo reafirmada enquanto equipamento componente da atual Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), pela Portaria 3.088/11, Curitiba somente neste ano prevê a implantação de 2 Centros de Convivência no município. Para dar suporte às ações desenvolvidas nestes equipamentos, a Universidade Federal do Paraná, por meio do departamento de Terapia Ocupacional, Enfermagem e Psicologia, estruturaram o programa de extensão que se apresenta, procurando vincular de maneira intrínseca ensino, pesquisa e extensão. O presente programa organiza-se por meio de dois projetos: “Acompanhamento Terapêutico – suporte para inclusão e (re)construção do cotidiano em saúde mental”; e “Centro de Convivência: cidadania e geração de renda”. Enquanto o primeiro projeto destina-se a proporcionar estrutura pragmática para compor ações de acompanhamento de usuários do serviços de saúde mental no sentido de compor práticas que dêem suporte à (re)construção de seus cotidianos, o segundo projeto propõe a composição de ações das mais diversas ordens para ampliar a estrutura de oferecimento de atividades dos CECCO. É intenção do programa que se apresenta proporcionar ações de inclusão social e acompanhamento para usuários voltados ao campo da saúde mental, ampliando, de maneira paralela, a oferta de diferentes atividades de lazer, esporte e cultura e propostas de formação cidadã.


Título do Projeto: Acompanhamento Terapêutico em Saúde Mental – suporte para inclusão e (re)construção do cotidiano

Pesquisador Principal: Prof. Luís Felipe Ferro

Colaboradora: Prof. Milton Carlos Mariotti, Profa. Lauren Machado Pinto, Profa. Mônica de Macedo Ignácio,, Kelly Regina Dias da Silva Scipioni

Resumo: A partir das transformações no campo da Saúde Mental, advindas do movimento da Reforma Psiquiátrica Brasileira, foram formuladas novas diretrizes para ações, de maneira a procurar responder às diferentes demandas dos sujeitos atendidos, liando inclusão social ao acompanhamento clínico. Nesse contexto, o Acompanhamento Terapêutico (AT) configura-se como dispositivo ímpar para a composição de intervenções voltadas às demandas singulares de pessoas com transtornos mentais. O projeto “Acompanhamento Terapêutico em Saúde Mental – suporte para inclusão e (re)construção do cotidiano” destina-se a proporcionar estrutura pragmática para compor ações de acompanhamento de usuários do serviços de saúde mental no sentido de compor práticas que deem suporte à (re)construção de seus cotidianos. É intenção do projeto que se apresenta proporcionar ações de inclusão social e acompanhamento para usuários voltados ao campo da saúde mental.


Título do Projeto: Centro de Convivência: cidadania e geração de renda

Pesquisador Principal: Prof. Luís Felipe Ferro

Colaboradora: Prof. Milton Carlos Mariotti, Profa. Lauren Machado Pinto, Profa. Mônica de Macedo Ignácio, Kelly Regina Dias da Silva Scipioni

Resumo: Ao final da década de 1980, a cidade de São Paulo investiu na implantação experimental de equipamentos intersecretariais voltados a dar suporte criativo às propostas de inclusão social, os quais foram intitulados de Centros de Convivência e Cooperativa (CECCO). Em 1992, o município contava com 18 CECCO em funcionamento, os quais recebiam incentivo da Secretarias Municipais de Saúde, de Serviços e Obras, por meio de seu departamento de Parques e Áreas Verdes, e de Educação. A proposta proporcionou subsídios para proliferação do equipamento em outros municípios e ganhou repercussão nacional por meio da publicação da portaria do Ministério da Saúde de n. 396/05, a qual prevê situa o equipamento dentro da política nacional de Saúde Mental. Para além, a Portaria 3.088/11 reafirma dentro da atual Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), destinada ao cuidado de indivíduos com transtorno mental, o Centro de Convivência como um de seus equipamentos integrantes. Contudo, mesmo com o grande crescimento e implantação em diferentes municípios brasileiros, Curitiba ainda não possui nenhum Centro de Convivência nos moldes previstos pelas portarias em voga em seu território. Em face a propor enfrentamento a esta problemática, a atual gestão de Curitiba propôs a criação de dois Centros de Convivência, os quais iniciaram suas atividades em outubro de 2014. O projeto em tela propõe a composição de ações das mais diversas ordens para ampliar a estrutura de oferecimento de atividades dos CECCO, procurando ampliar espaços de convivência, cultura, lazer e formação cidadã para a população que frequenta seu espaço. Enquanto estrutura metodológica pretende-se realizar: 1- ações de parcerias institucionais, tendo como passos metodológicos a) o levantamento de instituições do território dos CECCOs; b) contato com as instituições; c) Elaboração de proposta de parceria; d) Reuniões com as entidades; e) Organização e acompanhamento das ações realizadas; 2) Organização e realização de grupos de Geração de Trabalho e Renda, com base na Economia Solidária. Tais grupos estrutura-se-ão com base em demandas próprias aos usuários dos CECCOs e necessidades mercadológicas. Enquanto estrutura pretende-se que o extensionista atue como mediador dos processos grupais para fomentar a autogestão do grupo, capacitação para economia solidária e gestão do empreendimento, procura por parcerias institucionais (tais quais incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, parcerias para venda dos produtos, entre outros). 3) Realização de grupos para formação de defensores dos direitos humanos e Controle social, a serem destinados à população do território do CECCO. O Projeto possibilitou a configuração de grupos de geração de trabalho e renda, grupos de convivência e grupos de Controle Social no território do CECO. Os grupos realizam-se semanalmente com duração de 2 a 4 horas, cada qual com a participação de cerca de 20 pessoas. O Grupo de geração de trabalho e renda vem possibilitando o aprendizado de técnicas para profissionalização e elaborando estratégias para venda dos produtos. O Grupo de convivência vem possibilitando a inclusão social de pessoas com transtorno mental por meio da ampliação de suas redes sociais de apoio e de sua circulação social. O grupo de Controle Social estabeleceu ações das mais diversas naturezas para dar suporte ao aprofundamento em estratégias para o exercício do controle social por pessoas com transtorno mental, foco dado à cobrança de direitos e controle e fiscalização das ações públicas no âmbito do SUS.